A Leonor Andrade esteve em entrevista ao Talking Skins, projeto o qual visa ir ao encontro daquilo que é a identidade de cada um, entre anónimos e figuras conhecidas, e que recentemente abraçou uma parceria com a BLAST, agência da artista.
Lê esta grande entrevista na íntegra:

Talking Skins: O que é para ti a imagem?
Leonor Andrade: A imagem é algo fundamental – é o nosso espelho. É o reflexo da nossa forma de estar. No meu caso, a minha imagem é ajudada pelo Dino Alves, que é um estilista que eu adoro. A maneira como desenha a roupa tem tudo a ver com a minha arte – com a música que escrevo e canto. É uma onda dark pop. É alguém que me compreende. As criações do Dino fazem-me lembrar de certa forma uma armadura, dão às mulheres uma imagem forte, que é a imagem que devem ter!
Leonor Andrade: A imagem é algo fundamental – é o nosso espelho. É o reflexo da nossa forma de estar. No meu caso, a minha imagem é ajudada pelo Dino Alves, que é um estilista que eu adoro. A maneira como desenha a roupa tem tudo a ver com a minha arte – com a música que escrevo e canto. É uma onda dark pop. É alguém que me compreende. As criações do Dino fazem-me lembrar de certa forma uma armadura, dão às mulheres uma imagem forte, que é a imagem que devem ter!
TS: Como é que nasceu este “casamento” entre ti e o Dino Alves?
LA: Este “casamento” nasceu na Eurovisão. Depois de ter ganho o Festival da Canção, o Dino foi o criador que ficou incumbido de desenhar a minha roupa para representar Portugal na Áustria. Eu cheguei ao pé dele, expliquei-lhe a minha ideia, mostrei-lhe a música e em cinco minutos ele disse-me concretamente aquilo que eu queria e que mais tarde acabei por vestir. Eu achei aquilo incrível!
Quando voltei da Eurovisão dirigi-me a ele, fui super sincera e disse-lhe que gostava muito de vestir as suas criações quando aparecesse em público. Disse-me logo que sim, que seria um prazer. Identifico-me muito com a arte do Dino.
LA: Este “casamento” nasceu na Eurovisão. Depois de ter ganho o Festival da Canção, o Dino foi o criador que ficou incumbido de desenhar a minha roupa para representar Portugal na Áustria. Eu cheguei ao pé dele, expliquei-lhe a minha ideia, mostrei-lhe a música e em cinco minutos ele disse-me concretamente aquilo que eu queria e que mais tarde acabei por vestir. Eu achei aquilo incrível!
Quando voltei da Eurovisão dirigi-me a ele, fui super sincera e disse-lhe que gostava muito de vestir as suas criações quando aparecesse em público. Disse-me logo que sim, que seria um prazer. Identifico-me muito com a arte do Dino.
TS: O que é guardas da tua passagem pela Eurovisão?
LA: Guardo um enorme carinho. (sorri) Cresci muito enquanto artista. Nunca esperei poder pisar um palco tão gigante! Foi uma experiência muito intensa, conheci muita gente. Voltava a fazer tudo o que fiz. Tenho pena que muitos artistas não possam pisar um palco como aquele pelo menos uma vez na vida…
LA: Guardo um enorme carinho. (sorri) Cresci muito enquanto artista. Nunca esperei poder pisar um palco tão gigante! Foi uma experiência muito intensa, conheci muita gente. Voltava a fazer tudo o que fiz. Tenho pena que muitos artistas não possam pisar um palco como aquele pelo menos uma vez na vida…
TS: Já utilizaste algumas vezes a palavra artista e arte. O que é para ti efectivamente a arte?
LA: Arte é tudo aquilo que se faz com amor. Claro que esta definição pode mudar de pessoa para pessoa, mas para mim quando alguém faz alguma coisa com o coração, é arte.
LA: Arte é tudo aquilo que se faz com amor. Claro que esta definição pode mudar de pessoa para pessoa, mas para mim quando alguém faz alguma coisa com o coração, é arte.
"ARTE É TUDO AQUILO QUE SE FAZ COM AMOR."
TS: Tu tornaste-te conhecida ao participares no The Voice Portugal. Já existia música para trás?
LA: Sim, claro que sim. Aliás, eu não me lembro de viver sem música. Comecei muito cedo a tocar piano, por influência dos meus pais, e acho que foi aí que nasceu o meu interesse. Ouço tudo! Acho que este é um facto muito importante para o cantor criar a sua identidade. O The Voice foi um primeiro passo, valeu-me a projecção que teve. Até então nunca tinha cantado num “palco a sério”, muito menos em televisão, e serviu para eu ter a certeza daquilo que eu quero fazer da minha vida.
LA: Sim, claro que sim. Aliás, eu não me lembro de viver sem música. Comecei muito cedo a tocar piano, por influência dos meus pais, e acho que foi aí que nasceu o meu interesse. Ouço tudo! Acho que este é um facto muito importante para o cantor criar a sua identidade. O The Voice foi um primeiro passo, valeu-me a projecção que teve. Até então nunca tinha cantado num “palco a sério”, muito menos em televisão, e serviu para eu ter a certeza daquilo que eu quero fazer da minha vida.
TS: Passaste também por uma série na RTP, a Água de Mar. O bichinho da representação cativou-te?
LA: Eu acho que um cantor tem de ser actor algumas vezes. Quando canto estou realmente a sentir aquilo que digo, mas existem dias maus… E nesses dias quando piso o palco e tenho de passar uma boa energia, posso dizer que sou um bocadinho actriz. Foi um projecto que me ensinou muitas coisas, lidei com actores com quem nunca pensei cruzar-me. Foi óptimo! Não meto de parte um regresso à representação, mas o meu foco é a música.
LA: Eu acho que um cantor tem de ser actor algumas vezes. Quando canto estou realmente a sentir aquilo que digo, mas existem dias maus… E nesses dias quando piso o palco e tenho de passar uma boa energia, posso dizer que sou um bocadinho actriz. Foi um projecto que me ensinou muitas coisas, lidei com actores com quem nunca pensei cruzar-me. Foi óptimo! Não meto de parte um regresso à representação, mas o meu foco é a música.
TS: Lançaste há pouco tempo um single, fala-me um bocadinho dele.
LA: Sim, o Strong For Too Long. É uma música que define a minha personalidade. Fala de todos os meus alter egos. É algo que se percebe bem no videoclip. Não me queria alongar muito sobre o single porque gosto de deixar a interpretação a cabo de cada pessoa que a ouve.
LA: Sim, o Strong For Too Long. É uma música que define a minha personalidade. Fala de todos os meus alter egos. É algo que se percebe bem no videoclip. Não me queria alongar muito sobre o single porque gosto de deixar a interpretação a cabo de cada pessoa que a ouve.
TS: Mas podes falar do álbum…
LA: Do álbum posso! (risos) É um projecto que vai mostrar tudo aquilo que eu sinto. Eu sou uma pessoa um bocado dramática e sempre com a cabeça cheia de coisas – às vezes isso joga a meu favor, outras não. Vai mostrar os meus medos, as minhas frustrações e sobretudo a vontade de chegar ao destino pretendido.
LA: Do álbum posso! (risos) É um projecto que vai mostrar tudo aquilo que eu sinto. Eu sou uma pessoa um bocado dramática e sempre com a cabeça cheia de coisas – às vezes isso joga a meu favor, outras não. Vai mostrar os meus medos, as minhas frustrações e sobretudo a vontade de chegar ao destino pretendido.
TS: Queres explicar um bocadinho melhor o videoclip?
LA: Sim, claro. O videoclip reflete aquilo que disse há pouco, aquela questão dos alter egos. Sou eu a representar várias personagens que existem em mim. É uma coisa um bocado esquizofrénica! (risos) É muito sincero. Tive uma equipa fantástica a ajudar-me e ficou tal e qual aquilo que eu queria!
LA: Sim, claro. O videoclip reflete aquilo que disse há pouco, aquela questão dos alter egos. Sou eu a representar várias personagens que existem em mim. É uma coisa um bocado esquizofrénica! (risos) É muito sincero. Tive uma equipa fantástica a ajudar-me e ficou tal e qual aquilo que eu queria!

TS: Aos vinte anos alcançaste aquilo que pode ter sido como o objectivo de uma vida para um cantor – pisar o palco da Eurovisão. Depois disto, quais são as metas para o futuro?
LA: (pensa) Eu acho que no meio artístico nunca existe um objectivo traçado. Ou se existe nós nunca chegamos lá, estamos sempre numa luta constante num caminho que parece que nunca acaba. Esse é o objectivo – percorrer um caminho! Fazer muita música e fazer com que as pessoas a ouçam. Estar em palco e ver o público cantar as minhas letras! Acho que este é o meu foco, mas é contínuo não é uma meta traçada.
Não me vejo a dizer “Quando alguma coisa acontecer de mau vou parar de tocar” – não! Se alguma coisa de facto acontecer, então é meu dever continuar a fazer a minha música para que o público sinta aquilo que havia sentido antes.
LA: (pensa) Eu acho que no meio artístico nunca existe um objectivo traçado. Ou se existe nós nunca chegamos lá, estamos sempre numa luta constante num caminho que parece que nunca acaba. Esse é o objectivo – percorrer um caminho! Fazer muita música e fazer com que as pessoas a ouçam. Estar em palco e ver o público cantar as minhas letras! Acho que este é o meu foco, mas é contínuo não é uma meta traçada.
Não me vejo a dizer “Quando alguma coisa acontecer de mau vou parar de tocar” – não! Se alguma coisa de facto acontecer, então é meu dever continuar a fazer a minha música para que o público sinta aquilo que havia sentido antes.
"ESSE É O OBJETIVO - PERCORRER UM CAMINHO!"
TS: E o que é a tua música?
LA: (pensa) Nós passamos por várias fases e absorvemos diversas inspirações, logo eu não posso dizer que o que é a minha música hoje vá ser certamente a minha música daqui a três ou quatro anos. Posso crescer. Posso mudar ou até posso mesmo manter. Não sei.
Mas neste meu primeiro álbum misturei todas as minhas influências – Sia, Lorde, Lana del Rey, Nina Simone, Radiohead, entre outras e criei a minha própria linha, a minha identidade. É um álbum um bocadinho obscuro (risos). Chamar-lhe-ia dark pop. Meti neste álbum tudo o que me aconteceu de mau na vida. A maneira que escolhi para me apresentar ao público foi a mais transparente possível através das minhas fragilidades. Todas as letras reportam a uma fase que foi menos boa.
LA: (pensa) Nós passamos por várias fases e absorvemos diversas inspirações, logo eu não posso dizer que o que é a minha música hoje vá ser certamente a minha música daqui a três ou quatro anos. Posso crescer. Posso mudar ou até posso mesmo manter. Não sei.
Mas neste meu primeiro álbum misturei todas as minhas influências – Sia, Lorde, Lana del Rey, Nina Simone, Radiohead, entre outras e criei a minha própria linha, a minha identidade. É um álbum um bocadinho obscuro (risos). Chamar-lhe-ia dark pop. Meti neste álbum tudo o que me aconteceu de mau na vida. A maneira que escolhi para me apresentar ao público foi a mais transparente possível através das minhas fragilidades. Todas as letras reportam a uma fase que foi menos boa.
TS: A propósito de letras, és tu que as escreves?
LA: Sim! No meu álbum fiz praticamente todas as músicas tirando duas que foram escritas pela minha melhor amiga.
LA: Sim! No meu álbum fiz praticamente todas as músicas tirando duas que foram escritas pela minha melhor amiga.
TS: As músicas são em português ou inglês?
LA: As que foram escritas por ela são em português, mas tenho algumas em inglês como a Strong For Too Long.
LA: As que foram escritas por ela são em português, mas tenho algumas em inglês como a Strong For Too Long.
TS: Quando é que sai o álbum?
LA: Para o ano! Ainda não tenho a certeza do mês em que sai, mas acredito que seja entre Fevereiro e Março.
LA: Para o ano! Ainda não tenho a certeza do mês em que sai, mas acredito que seja entre Fevereiro e Março.
TS: Esta entrevista marca o início da parceria do Talking Skins com a BLAST. Aproveito para te perguntar, como é que está a correr a tua experiência com a BLAST, uma vez que também és representada por esta agência?
LA: Está a correr muito bem! (risos) A BLAST é uma equipa fantástica que surgiu no meu caminho. Foi exatamente o que eu sempre quis! Na minha cabeça eu sempre fui uma “rapariga de banda”, mas comecei a minha carreira a solo e senti que precisava de alguém para me apoiar e com quem pudesse ser completamente transparente – sinto que tenho isso aqui [na BLAST]. Estou muito contente!
LA: Está a correr muito bem! (risos) A BLAST é uma equipa fantástica que surgiu no meu caminho. Foi exatamente o que eu sempre quis! Na minha cabeça eu sempre fui uma “rapariga de banda”, mas comecei a minha carreira a solo e senti que precisava de alguém para me apoiar e com quem pudesse ser completamente transparente – sinto que tenho isso aqui [na BLAST]. Estou muito contente!
TS: E agora a última pergunta – a tua imagem é sinónimo de quê?
LA: Esta é tramada! (risos e pensa) A minha imagem é sinónimo de força feminina.
LA: Esta é tramada! (risos e pensa) A minha imagem é sinónimo de força feminina.
TS: Espera, não fiquemos por aqui então. Essa tua resposta leva-me a crer que és feminista, estou certo?
LA: Sim, sou muito!
LA: Sim, sou muito!
TS: Óptimo, temos então “pano” para mais alguma conversa…
LA: (risos) “Bora” lá então!
LA: (risos) “Bora” lá então!
TS: Porque é que te identificas com os ideais feministas?
LA: Acho que as mulheres sempre foram subvalorizadas. Se pensarmos bem, existem pouquíssimas cantoras em Portugal e só por aí já temos muito que falar. Temos imensos talentos femininos. É muito mais difícil para uma mulher conseguir ter uma carreira do que para um homem, e quando digo isto não estou a desvalorizar ninguém porque os meus cantores favoritos são homens. Acho que o sexo feminino se devia unir mais em vez de se criticar tanto.
No meu álbum tentei refletir um bocadinho deste meu ponto de vista. Tenho um dueto com uma cantora que eu adoro, a Marisa Liz. Acho que ela é uma força da natureza! Tive muito gosto em que ela fizesse parte deste meu trabalho.
Eu fiz-lhe a proposta e ela disse-me logo que sim e tenho-a como uma artista num pedestal! Acho que faz falta este tipo de parcerias.
LA: Acho que as mulheres sempre foram subvalorizadas. Se pensarmos bem, existem pouquíssimas cantoras em Portugal e só por aí já temos muito que falar. Temos imensos talentos femininos. É muito mais difícil para uma mulher conseguir ter uma carreira do que para um homem, e quando digo isto não estou a desvalorizar ninguém porque os meus cantores favoritos são homens. Acho que o sexo feminino se devia unir mais em vez de se criticar tanto.
No meu álbum tentei refletir um bocadinho deste meu ponto de vista. Tenho um dueto com uma cantora que eu adoro, a Marisa Liz. Acho que ela é uma força da natureza! Tive muito gosto em que ela fizesse parte deste meu trabalho.
Eu fiz-lhe a proposta e ela disse-me logo que sim e tenho-a como uma artista num pedestal! Acho que faz falta este tipo de parcerias.
"ACHO QUE O SEXO FEMININO SE DEVIA UNIR MAIS EM VEZ DE CRITICAR TANTO."
TS: E para além da música, há alguma coisa que falte às mulheres fazer na sociedade?
LA: Há uns anos as mulheres começaram a impor-se na sociedade, é esperar que continuem a fazer o bom trabalho, sem medo e metendo os preconceitos de lado.
LA: Há uns anos as mulheres começaram a impor-se na sociedade, é esperar que continuem a fazer o bom trabalho, sem medo e metendo os preconceitos de lado.
TS: Obrigado Leonor!
LA: De nada! (sorri)
LA: De nada! (sorri)

Fonte: talkingskins.com







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